Vera Cruz Hospital
Saúde

Vera Cruz Hospital humaniza ala de cirurgia pediátrica

Vera Cruz Hospital lança experiência lúdica com crianças que necessitam de intervenções cirúrgicas

O Vera Cruz Hospital acaba de lançar um projeto de humanização de sua ala de cirurgia pediátrica. O objetivo é suavizar a estadia infantil no ambiente hospitalar. Consequentemente, a iniciativa trará mais leveza ao momento, além de amenizar tensões de uma operação.

Vera Cruz Hospital – iniciativa

Além disso, o acolhimento é feito no momento da chegada da criança à recepção, ao receber um livrinho de colorir e giz de cera. Em seguida, ela é encaminhada, junto dos responsáveis, para o quarto, onde são feitos os preparativos. Por fim, antes do procedimento, a criança vai dirigindo uma moto ou um minicarro elétrico de controle remoto em miniatura até o centro cirúrgico, acompanhada pela equipe do hospital.

Cirurgia de hérnia umbilical

De acordo com Maria Aparecida M. Iuspa, mãe de Pedro Melo Iuspa, de cinco anos, uma das primeiras crianças a “testar” a recém-lançada experiência lúdica da ala cirúrgica pediátrica do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), seu filho simplesmente amou dirigir uma motinho. Na ocasião, Pedro precisou ser internado para a realização de uma cirurgia de hérnia umbilical, que é uma das mais comuns, junto das inguinais e epigástricas, revela o médico, especializado em gastro, Gustavo Menelau.

A mãe do pequeno Pedro disse ainda que só pouco tempo antes da cirurgia que souberam que seu filho iria até o centro cirúrgico dirigindo uma motinho. Ela e o marido acharam a ideia fantástica. Isso porque “tirou o foco do problema e deixou todos mais calmos”. Ela ressaltou também que “Pedro não comentou nada, mas reagiu de forma muito favorável. Antes, estava com muita fome, mas quando chegou a moto, tudo passou”.

Já no local do procedimento, um responsável é autorizado a vestir um jaleco, entrar na sala cirúrgica (que também foi preparada com cuidado especial, ganhando luzes no teto e um painel com o tema “fundo do mar”) e ficar com a criança até o início da anestesia. Mas, depois, os responsáveis aguardam no solário ou no quarto até a liberação da criança para a recuperação pós-anestésica, onde pode permanecer com ela.

Como as crianças antes e após uma cirurgia

Segundo a psicóloga Natali Antunes, pesquisas na área revelam que o modo como as crianças pensam e sentem antes de uma cirurgia pode afetar a capacidade de recuperação, o que implica na percepção de dor após o procedimento e até no tempo de internação.

“A preparação pré-cirúrgica, incluindo recursos lúdicos e o brincar, linguagem própria do universo infantil, reduz sentimentos negativos, como o medo e a insegurança, e contribui para a melhor colaboração da criança nas etapas que ela irá vivenciar. Pensando nisso, os recursos de distração disponíveis no contexto do processo cirúrgico poderão ativar aspectos cognitivos e afetivos positivos, retirando o foco dos aspectos aversivos e trazendo benefícios ao cuidado integral.”

No caso do menino Pedro, a intervenção durou em torno de uma hora e ele recebeu alta no mesmo dia. A cirurgiã pediátrica Ana Paula Campos Melro, responsável pelo procedimento, explica que a patologia é frequente em crianças e surge exatamente no local da cicatriz umbilical, quando uma alça intestinal (ou uma gordura pré-peritoneal) atravessa o defeito da parede abdominal.

“Algumas estimativas referem que cerca de um a cada dez bebês apresentam esse tipo de hérnia. Na maioria dos casos, elas se encerram até o primeiro ano de vida. Entretanto, quando isso não acontece, é necessário tratamento cirúrgico após dois ou três anos de idade.”

Mais carrinhos a caminho

Por fim, o Grupo Dahruj, composto por 26 concessionárias de veículos das mais diversas marcas na capital paulista e no interior do estado, doou mês passado quatro minicarros elétricos modelo Audi R8 Spyder para as alas de cirurgia pediátrica das unidades Vera Cruz. Eles serão utilizados da mesma forma que a motinho no projeto de humanização. Ou seja, para que a própria criança chegue à sala de cirurgia “dirigindo”. Eles funcionam por meio de controle remoto, que sempre ficará sob os cuidados de algum responsável.

*Foto: Reprodução/Matheus Campos

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