Varejo digital muda operações e amplia demanda por pagamentos e logística
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Varejo digital muda operações e amplia demanda por pagamentos e logística

O comércio eletrônico encerrou 2025 com faturamento de R$ 235,5 bilhões, crescimento de 15,3% em comparação com 2024, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom). No período, foram registrados 438,9 milhões de pedidos, com ticket médio de R$ 536,6 e 94,2 milhões de consumidores ativos.

Para 2026, a entidade projeta faturamento de R$ 259,8 bilhões. A perspectiva de continuidade da expansão aumenta a necessidade de adaptação das empresas, principalmente em áreas que interferem na jornada de compra. Meios de pagamento, estrutura física, armazenamento, embalagens e distribuição passaram a ser considerados de forma mais integrada pelos varejistas.

Segundo Paulo César Lemes, especialista em meios de pagamento, a transformação digital do varejo no Brasil remodela as compras dos consumidores e a gestão financeira corporativa, reforçando a relevância de sistemas que integrem o recebimento às operações comerciais do negócio.

Pagamentos acompanham mudança no comportamento do consumidor

A participação dos dispositivos móveis nas compras online chegou a 79% das transações, de acordo com a Abiacom. O dado reforça a importância de sistemas capazes de concluir pagamentos com rapidez, sobretudo em um mercado no qual o celular ocupa espaço central na relação entre consumidores e lojas.

Entre os meios utilizados no ambiente digital, o Pix respondeu por 42% dos pagamentos. No mesmo período, a participação dos cartões de crédito caiu de 40% para 34%. Nas lojas físicas, porém, os cartões permanecem como principal forma de pagamento. Por isso, comerciantes têm avaliado diferentes modelos de máquinas de cartão, incluindo alternativas oferecidas por empresas como PagBank e InfinitePay.

A escolha do equipamento e da modalidade de pagamento passa a fazer parte da estrutura operacional do negócio. Para empresas que atuam simultaneamente nos canais físico e digital, acompanhar os hábitos de consumo pode ajudar a organizar o recebimento das vendas nos diferentes ambientes.

Expansão do e-commerce chega aos espaços comerciais

O avanço das vendas pela internet também produz efeitos no mercado físico. Um levantamento da FipeZap apontou alta acumulada de 7,83% no aluguel comercial em 12 meses. O movimento está associado à retomada de atividades presenciais e à expansão do varejo.

Nesse cenário, vendedores que começaram a operar pela internet a partir de casa podem precisar de uma estrutura maior conforme o volume de pedidos aumenta. A necessidade de concentrar estoque, separar mercadorias e organizar despachos contribui para a procura por imóveis comerciais para locação, inclusive em portais como o AnunciarImoveis.com.

A mudança mostra que o crescimento digital não elimina a necessidade de espaços físicos. Em determinadas operações, a expansão das vendas online pode exigir uma área dedicada para armazenagem e preparação dos pedidos, criando novas demandas para o comércio.

Logística e embalagens ganham espaço na operação

A cadeia logística também sente os efeitos do aumento das vendas digitais. Pesquisa da Loggi indicou que pequenas e médias empresas elevaram suas vendas no e-commerce em 77% em 2025. Com maior movimentação de mercadorias, crescem as necessidades relacionadas ao armazenamento, à preparação dos pedidos e à proteção dos produtos durante o transporte.

Nesse processo, as embalagens assumem papel operacional importante. Soluções capazes de reduzir avarias e aproveitar melhor o espaço disponível podem contribuir para uma rotina mais organizada nos estoques. Empresas especializadas, como a Solar Embalagens, passaram a atender essa demanda de negócios que ampliaram sua presença no comércio eletrônico.

O impacto também aparece na diversidade de categorias comercializadas pela internet. O segmento de beleza e cosméticos teve crescimento de 22% nas vendas digitais, impulsionado por produtos de skincare, maquiagem e cuidados capilares. Lojas de nicho, como a Joh Mega, especializada em mega hair, representam a entrada de segmentos antes mais concentrados no varejo tradicional em uma operação mais digital.

Integração entre áreas se torna parte da estratégia

Para Rodrigo Mendes de Oliveira, especialista em e-commerce e varejo digital, o desempenho das empresas depende da integração entre pagamento, espaço físico e logística. Segundo ele, esses elementos devem ser tratados como partes da experiência de compra, e não apenas como etapas burocráticas separadas.

A avaliação orienta decisões sobre tecnologia de pagamento, ocupação de espaços comerciais, organização logística e escolha de embalagens. Com o comércio eletrônico em expansão, essas áreas passam a exigir planejamento conjunto, principalmente entre empresas que precisam conciliar crescimento das vendas, estrutura operacional e atendimento às expectativas dos consumidores digitais.

Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/pessoa-que-cria-uma-loja-em-linha-e-carrega-produtos-num-portatil_274102983.htm

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