Transporte de cargas no Grande ABC terá linha exclusiva até 2034
Cotidiano

Transporte de cargas no Grande ABC terá linha exclusiva até 2034

Transporte de cargas no Grande ABC contou com audiência pública a repeito do modal para trens de cargas na Linha-10, que revelou detalhes de projeto da MRS Logística, como reconstrução de estações

A primeira audiência pública sobre a construção de uma linha férrea exclusiva para transporte de cargas no trecho Brás-Rio Grande da Serra, realizada nesta na última quinta-feira (4), em Mauá, revelou mais detalhes sobre o projeto desenvolvido pela MRS Logística, empresa brasileira de logística e transporte ferroviário. Com previsão de entrega para 2034, o novo plano vai gerar intervenções na maioria das estações da Linha-10 Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) no Grande ABC, incluindo reformas completas, impactando positivamente o cotidiano das pessoas que utilizam o transporte.

Transporte de cargas no Grande ABC

A concessão para o transporte de cargas no Grande ABC, da malha administrada pela MRS Logística foi renovada até 2056. E como parte dos compromissos assumidos pela empresa junto à Antt (Agência Nacional de Transportes Terrestres), está a implantação, até 2034, da nova via ferroviária segregada de 35 km, compartilhando vias com o sistema de passageiros apenas entre a região do Brás e da Barra Funda.

O projeto consiste na construção de uma via ferroviária dedicada, exclusivamente, ao transporte de cargas, ajudando a resolver um antigo problema na Região Metropolitana de São Paulo: o compartilhamento da mesma via ferroviária pelos trens de passageiros da Linha 10-Turquesa, da CPTM, e pelos trens de carga da MRS. Atualmente, o trecho conta com duas janelas de horário delimitadas para circulação de trens de carga, além de um limite de 25 toneladas/eixo para o tráfego de trens, que passará a ser de 32,5 toneladas/eixo.

Vale lembrar que na região, apenas as estações Santo André (Celso Daniel) e Rio Grande da Serra não receberão intervenções relacionadas ao projeto. As paradas São Caetano, Mauá e Guapituba sofrerão adequações; Utinga e Capuava terão mudanças no acesso de passageiros; e Prefeito Saladino e Ribeirão Pires terão novas estações construídas durante o processo.

Entretanto, em razão dos impactos ambientais e sociais que podem ocorrer, o projeto foi objeto de um EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e do Rima (Relatório de Impacto Ambiental), concluídos em novembro de 2023. Agora, os documentos serão analisados pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), órgão responsável por avaliar se os projetos são viáveis do ponto de vista ambiental e social, durante a fase de licença prévia.

Análise

Segundo os representantes da empresa, no transporte de passageiros haverá redução do intervalo entre trens, maior segurança para circulação das composições e redução do custo de manutenção das vias. Já no transporte de carga da MRS terá o atendimento de novos terminais de carga geral, maior produtividade e confiabilidade para o transporte ferroviário e mais janelas para passagem dos trens.

Entre outros pontos positivos indicados no projeto está a redução do tráfego de caminhões para o transporte de cargas, reduzindo congestionamentos, poluição e acidentes.

Reunião

A reunião em Mauá foi convocada pelo Consema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) para discutir o EIA/RIMA do projeto. As audiências públicas permitem que cidadãos, órgãos e entidades públicas ou civis colaborem com o debate de questões de interesse público relevante, ou emitam opinião sobre alguma proposta. Serão realizadas outras duas audiências, em São Caetano e Capital – dias 18 e 25 deste mês.

Trens impactam 20 mil passageiros por hora, mostrou estudo em 2018

Por fim, um estudo contratado pelo governo estadual, em 2018, por meio da Dersa (Departamento Rodoviário S/A), revelou impacto de pelo menos 20 mil passageiros por hora em trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na região devido ao compartilhamento da malha ferroviária com composições responsáveis pelo transporte de cargas. A informação constava no Rima (Relatório de Impacto Ambiental) do projeto para construção do trecho Norte do Ferroanel e foi divulgada pelo Diário na época.

Todavia, para atingir esse número, considera-se como usuários afetados quando o intervalo entre os trens ultrapassa 50% do tempo programado para o horário. Ou seja, se a média entre uma composição e outra é de seis minutos, quando o trem demora nove ou mais para chegar até a estação os passageiros que fizerem o embarque passam a ser prejudicados.

*Foto: Reprodução/https://br.freepik.com/fotos-gratis/trem-ligado-estrada-ferro-closeup_5180639.htm#fromView=search&page=1&position=43&uuid=730b0be8-5538-45b7-ab6c-accb45b58bd3

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