Stanley Bessa transplante capilar em mulheres
Saúde

Dermatologista Stanley Bessa fala sobre transplante capilar em mulheres: quando é indicado e quais são os resultados esperados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 42 milhões de brasileiras enfrentam algum grau de queda capilar, conhecida como alopecia, condição caracterizada pela diminuição ou rarefação dos fios. Entre as causas mais comuns estão fatores hormonais, genéticos, doenças autoimunes e estresse. 

O dermatologista Dr. Stanley Bessa, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e especialista em cirurgia dermatológica e transplante capilar, reforça que o avanço das técnicas cirúrgicas e a personalização dos tratamentos têm ampliado as possibilidades de intervenção segura e eficaz para mulheres que enfrentam a queda dos fios. Segundo ele, “hoje conseguimos identificar com precisão a área doadora, planejar o desenho da linha frontal e distribuir as unidades foliculares de modo a preservar a naturalidade e densidade dos fios”.

Interesse feminino por transplante capilar 

A procura feminina por transplante capilar tem aumentado nos últimos anos. Levantamento da Associação Brasileira de Cirurgia Capilar (ABCRC) aponta crescimento de 16,5% na participação feminina em procedimentos de 2021 a 2024. O público é variado: mulheres jovens com queda capilar relacionada a estresse ou alterações hormonais, e mulheres acima de 40 anos com alopecia androgenética, condição hereditária que provoca afinamento progressivo dos fios. O dermatologista destaca que, apesar do procedimento ser relativamente recente para mulheres, a tendência é de crescimento contínuo devido à maior conscientização sobre cuidados estéticos e qualidade de vida.

Impacto psicológico e qualidade de vida

A alopecia feminina afeta a autoestima e a percepção da imagem corporal. Estudos da Organização Mundial da Saúde indicam que entre 25% e 30% das mulheres acima dos 40 anos apresentam algum grau de rarefação capilar. O acompanhamento especializado deve incluir orientações sobre expectativas realistas e suporte emocional, garantindo que os resultados cirúrgicos tragam benefícios além do aspecto físico.

Quando o transplante capilar é indicado?

Nem toda mulher com queda de cabelo é indicada para cirurgia. O dermatologista alerta que casos de alopecia difusa, doenças inflamatórias ou causas hormonais não controladas devem ser tratados clinicamente antes da intervenção. A avaliação inclui exames laboratoriais, tricoscopia e, se necessário, biópsia, garantindo que a paciente seja uma candidata segura e que o transplante seja eficaz.

Principais causas da alopecia feminina 

A alopecia feminina apresenta diversas causas e o diagnóstico preciso é essencial antes de qualquer intervenção cirúrgica. Entre as principais estão:

  • Alopecia androgenética: mais comum após os 30 anos, causada pela sensibilidade genética aos hormônios masculinos.
  • Eflúvio telógeno: queda difusa relacionada a estresse, gravidez, cirurgias ou deficiências nutricionais.
  • Alopecia areata: doença autoimune que provoca falhas localizadas.
  • Quimioterapia e tratamentos médicos: provocam eflúvio anágeno, caracterizado por queda rápida de fios.

O diagnóstico envolve anamnese detalhada, exames laboratoriais, tricoscopia e, em alguns casos, biópsia do couro cabeludo, permitindo identificar a causa específica e determinar o tratamento adequado.

Técnicas cirúrgicas e resultados esperados

Entre os métodos disponíveis, a FUE (Follicular Unit Extraction) é a mais empregada. O procedimento consiste na extração individual dos folículos capilares da região doadora e posterior implantação nas áreas afetadas. “A técnica permite preservar a naturalidade da linha frontal e densidade do cabelo”, explica o dermatologista. Pacientes podem observar crescimento gradual a partir do quarto mês, com resultados completos entre 8 e 12 meses.

Abordagem multidisciplinar 

O sucesso do transplante depende não apenas da técnica, mas do manejo das causas da queda. Entre as estratégias complementares estão medicações orais ou tópicas, microagulhamento e fatores de crescimento. A abordagem integrada, de acordo com o dermatologista, contribui para a manutenção dos fios transplantados e para a prevenção de novas perdas.

Sobre Dr. Stanley Bessa

Dr. Stanley Bessa é médico dermatologista com mais de 25 anos de experiência, graduado pela UFMG e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Atua com cirurgia dermatológica e transplante capilar, sendo capacitado na técnica ELFA (Extração Lipídica Fracionada Ambulatorial). Sócio da Neofolic e parceiro do IBRAMEC, ministra cursos voltados a médicos e atende atualmente em Brasília e Minas Gerais.

Imagem: Freepik

Postagens relacionadas

Município Assessoria

Crianças yanomamis intubadas em UTI de Boa Vista têm desnutrição grave

Município Assessoria

Roda de saúde mental: Fernando de Noronha promove debate

Município Assessoria

Vacina contra Poliomielite segue disponível em Sergipe

Município Assessoria

Casos de coqueluche no Brasil crescem 13 vezes em um ano

Município Assessoria

Nanocristais de ouro: conheça possível tratamento para esclerose múltipla

Município Assessoria