A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta quarta-feira (11), uma operação de grande porte para cumprir mais de mil mandados de prisão contra agressores de mulheres. A ofensiva ocorre em diversas cidades do estado e faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, 150 pessoas condenadas pela Justiça haviam sido presas. Os detidos estavam em diferentes municípios paulistas e tinham contra si ordens judiciais definitivas.
Além das prisões, os policiais apreenderam quatro armas de fogo irregulares durante as diligências. O material foi recolhido no curso das ações e será encaminhado para os procedimentos legais cabíveis.
“São agressores condenados que buscamos colocar atrás das grades para garantir à mulher o direito de viver livre e com segurança”, disse a delegada Cristiane Braga em nota oficial.
A operação teve início na segunda-feira (9) e, segundo a corporação, esta quarta-feira concentrou o principal esforço das equipes envolvidas.
Ação concentrada antes do carnaval
De acordo com a Polícia Civil, a iniciativa integra o planejamento de reforço da segurança pública no período que antecede o carnaval. A estratégia prevê o cumprimento de mandados já expedidos pela Justiça, com foco em pessoas condenadas por crimes praticados contra mulheres.
A proximidade das festividades, que tradicionalmente elevam a circulação de pessoas nas ruas e a realização de eventos públicos, é apontada como um dos fatores que motivaram a intensificação das ações. O objetivo é retirar de circulação indivíduos com condenação definitiva e, ao mesmo tempo, sinalizar a prioridade dada ao combate à violência doméstica e familiar.
A corporação mobilizou equipes em diferentes regiões do estado para localizar os alvos. As prisões ocorreram tanto na capital quanto no interior e na região metropolitana.
As ordens judiciais cumpridas nesta etapa já estavam expedidas e pendentes de execução. A operação, portanto, concentra esforços no cumprimento de decisões judiciais que determinam o encarceramento de condenados.
Cumprimento de mandados e apreensão de armas
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também localizaram quatro armas de fogo irregulares. A apreensão ocorreu no contexto das abordagens realizadas para efetivar as prisões.
As armas serão submetidas a perícia e aos trâmites legais previstos. A posse ou manutenção de armamento irregular pode configurar crime, a depender das circunstâncias verificadas pelas autoridades.
Segundo a Polícia Civil, o foco principal da ação permanece no cumprimento das ordens judiciais relacionadas a crimes contra mulheres. A retirada de circulação de pessoas condenadas é vista como medida de proteção às vítimas e de prevenção de novos episódios de violência.
A corporação não detalhou, até o momento, a natureza específica dos crimes que motivaram cada condenação, mas informou que se trata de agressores já sentenciados pela Justiça.
Combate à violência de gênero
A ofensiva em São Paulo ocorre em um contexto de atenção crescente às políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução de mandados de prisão é uma das frentes adotadas pelas forças de segurança para dar efetividade às decisões judiciais e às medidas de responsabilização.
A delegada Cristiane Braga ressaltou, na nota oficial, o caráter protetivo da operação. Ao enfatizar o direito das mulheres de viver com liberdade e segurança, a autoridade reforçou o compromisso institucional com a aplicação das decisões judiciais.
A atuação coordenada em todo o estado indica uma mobilização ampla, com participação de unidades especializadas e distritos policiais responsáveis pelas áreas onde os alvos foram identificados.
Até a última atualização, 150 condenados haviam sido presos. A expectativa é que o número aumente à medida que novas diligências sejam concluídas e outros mandados sejam cumpridos.
A Polícia Civil informou que as ações seguem em andamento. O trabalho inclui a localização de pessoas que ainda não foram encontradas e o monitoramento de informações que possam levar ao cumprimento integral das ordens judiciais expedidas.
Com a operação, o estado reforça a estratégia de enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente em períodos de maior movimentação nas cidades. A corporação mantém a orientação para que denúncias sejam registradas pelos canais oficiais, contribuindo para a responsabilização de agressores e para a proteção das vítimas.
Fonte: Agência Brasil
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