O Real Hospital Português (RHP), no Recife, apresentou resultados superiores às médias nacionais em indicadores de segurança do paciente, prevenção de infecções e eficiência assistencial. Os dados fazem parte de levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que reúne informações de hospitais privados brasileiros por meio do Observatório Anahp.
Entre os indicadores analisados está a taxa de letalidade. No RHP, o índice ficou aproximadamente 40% abaixo da média nacional apresentada pelo levantamento. A referência é de cerca de sete ocorrências a cada mil pacientes, enquanto o hospital registrou aproximadamente quatro.
O levantamento também apontou que o índice de eventos graves no Real Hospital Português ficou cerca de 50% abaixo da média nacional registrada no estudo. A análise considera diferentes indicadores do cuidado e permite comparar resultados nacionais entre instituições participantes do levantamento.
Por muito tempo, a eficiência das instituições de saúde foi aferida sobretudo por métricas operacionais, a exemplo do número de procedimentos efetuados, da ocupação dos leitos, do tempo médio de internação e da produtividade do corpo clínico. Segundo o executivo, investidor e conselheiro da área de administração hospitalar e saúde suplementar, Fernando Alves Vieira, há mudanças que marcam uma reestruturação profunda na maneira como os estabelecimentos mensuram seus resultados.
Segurança do paciente entre os indicadores avaliados
Um dos recortes apresentados pelo levantamento envolve pacientes com infarto agudo do miocárdio. Entre os hospitais avaliados, a média registrada foi de aproximadamente quatro mortes para cada 100 pacientes internados com infarto. No RHP, o índice ficou abaixo de duas mortes.
“O que esses números mostram é a consolidação de uma cultura assistencial voltada para segurança, monitoramento contínuo e resposta rápida”, afirma o diretor médico e assistencial do RHP, Noel Loureiro. “Por trás de cada indicador existe um paciente que recebeu atendimento no momento certo. É isso que faz diferença no desfecho clínico e na recuperação”, acrescenta o médico.
Além dos indicadores relacionados à mortalidade e aos eventos graves, o levantamento avaliou dados associados à ocorrência de infecções durante a assistência hospitalar. No RHP, os índices ficaram abaixo das médias observadas entre os hospitais participantes.
As infecções urinárias associadas à assistência foram quase três vezes menores que a média registrada no levantamento. Já os indicadores relacionados à pneumonia hospitalar ficaram praticamente pela metade da referência nacional. A taxa de infecção de corrente sanguínea também foi aproximadamente 35% menor.
“Os protocolos de segurança são revisados continuamente. Existe um trabalho permanente de treinamento das equipes e identificação precoce de riscos”, explica Alexssandra Galdino, gerente do Núcleo de Segurança do Paciente do hospital.
De acordo com a gerente, os resultados estão relacionados ao trabalho integrado entre diferentes áreas da assistência. “Quando os processos funcionam de forma alinhada, o impacto aparece diretamente na segurança e na recuperação do paciente”, afirma.
Os números oferecem uma visão sobre processos assistenciais acompanhados também de forma sistemática pelas equipes hospitalares.
Atendimento na emergência tem menor tempo de espera
Outro indicador apresentado é o tempo médio de espera na emergência adulta. Conforme dados do Qualiss, Programa de Qualificação dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o RHP registrou tempo inferior à metade da média nacional.
No hospital pernambucano, o paciente espera, em média, cerca de 13 minutos para ser atendido. A média de referência se aproxima de 30 minutos.
O Qualiss também apontou que o percentual de pacientes que precisaram retornar ao hospital em até 30 dias depois da alta ficou abaixo da metade da média nacional.
Para Noel Loureiro, os indicadores refletem a integração entre equipes, tecnologia e protocolos clínicos. “Hoje, os hospitais mais bem avaliados do mundo trabalham orientados por dados. A diferença está na capacidade de transformar esses indicadores em melhoria prática para o paciente”, destaca.
Certificações reforçam atuação em qualidade
Os resultados do Observatório Anahp se somam às certificações obtidas pelo Real Hospital Português em áreas relacionadas à qualidade e à segurança assistencial.
O hospital possui acreditações nacionais e internacionais, entre elas a Joint Commission International (JCI), o selo PADI, voltado à excelência em diagnóstico por imagem, e a certificação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). A instituição também tem certificação da International Stereotactic Radiosurgery Society (ISRS), relacionada ao serviço de radiocirurgia, sendo o único hospital brasileiro detentor dessa certificação.
O RHP conta ainda com a certificação UTI Top Performer, concedida pela Epimed a hospitais com alto desempenho em terapia intensiva. Os reconhecimentos complementam os indicadores do levantamento e mostram diferentes frentes de acompanhamento da qualidade hospitalar.
Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/vetores-gratis/pessoas-caminhando-e-sentadas-no-predio-do-hospital-exterior-em-vidro-da-clinica-da-cidade-ilustracao-em-vetor-plana-para-ajuda-medica-emergencia-arquitetura-conceito-de-saude_10613398.htm
