Calor extremo pressiona a saúde pública no Rio no início de 2026
Saúde

Calor extremo pressiona a saúde pública no Rio no início de 2026

As altas temperaturas registradas no estado do Rio de Janeiro nas duas primeiras semanas de 2026 já provocaram aumento significativo na procura por unidades de saúde, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (14) por órgãos estaduais e municipais.

Os números superam os registrados no mesmo período do ano passado tanto na rede estadual quanto na municipal, indicando um impacto mais intenso do calor extremo sobre a população fluminense.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), entre 1º e 13 de janeiro deste ano, 2.072 pessoas foram atendidas nas unidades de pronto atendimento estaduais com queixas relacionadas ao calor.

No mesmo intervalo de 2025, foram registrados 1.931 atendimentos com sintomas semelhantes, o que representa um crescimento de 7,3% nos primeiros dias de 2026.

Perfil dos atendimentos e sintomas observados

A SES-RJ informou que os pacientes atendidos apresentavam, em geral, pelo menos três sintomas simultâneos associados à exposição prolongada ao calor intenso, quadro que exige atenção das equipes médicas.

Entre os sinais relatados estão dor de cabeça, tontura, náuseas, pele quente e seca, pulso acelerado, temperatura corporal elevada, distúrbios visuais, confusão mental, respiração rápida, taquicardia, desidratação, insolação e desequilíbrio hidroeletrolítico, relacionado à perda de água e sais minerais.

Na capital fluminense, o cenário é ainda mais expressivo e reforça o alerta das autoridades de saúde.

Dados do Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Rio apontam que, entre os dias 9 e 13 de janeiro, foram registrados 3.119 atendimentos possivelmente relacionados ao calor na rede de urgência e emergência.

Esse volume representa um aumento de 26,84% em relação à mediana esperada para o mesmo período com base em anos anteriores, segundo o monitoramento municipal.

Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde reforçou orientações preventivas para reduzir os riscos à saúde durante os dias de calor intenso.

A principal recomendação é evitar exposição prolongada ao sol e às altas temperaturas, especialmente entre 10h e 16h, período considerado de maior intensidade térmica.

A secretaria também orienta manter hidratação constante, com ingestão frequente de líquidos, mesmo na ausência de sede, além de priorizar uma alimentação leve.

Frutas, verduras e outros alimentos com alto teor de água são indicados, enquanto pratos pesados e gordurosos devem ser evitados nos períodos mais quentes do dia.

Outra orientação importante é reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína, optar por roupas leves e claras e utilizar itens de proteção como bonés, chapéus, óculos escuros e filtro solar.

A SES-RJ também destacou a necessidade de atenção redobrada aos grupos mais vulneráveis às altas temperaturas.

“É importante ter atenção aos grupos de maior risco e priorizar pessoas mais vulneráveis ao calor, que são idosos, crianças, gestantes, cardiopatas, diabéticos, pessoas em situação de rua, trabalhadores expostos ao sol”, diz a secretaria estadual.

Além da prevenção, o órgão reforça que sinais graves exigem busca imediata por atendimento médico.

Devem ser considerados alertas sintomas como alteração do nível de consciência, convulsão, temperatura corporal elevada, hipotensão persistente, sinais de desidratação grave, falta de ar, dor torácica e ausência ou produção extremamente baixa de urina.

O aumento dos atendimentos pressiona o funcionamento das unidades de urgência, especialmente em períodos consecutivos de calor intenso, quando a demanda cresce de forma concentrada.

Profissionais de saúde relatam que quadros associados ao calor podem agravar doenças pré-existentes e acelerar descompensações clínicas, exigindo monitoramento contínuo dos pacientes.

O cenário observado em janeiro reforça a importância de estratégias preventivas e de comunicação clara com a população durante eventos de temperaturas elevadas.

Órgãos estaduais e municipais mantêm o acompanhamento diário dos indicadores epidemiológicos para orientar ações de resposta e eventual ampliação da capacidade de atendimento.

A orientação oficial é que a população observe os próprios limites físicos, respeite os sinais do corpo e busque ajuda antes que os sintomas se agravem.

Medidas simples, quando adotadas de forma contínua, contribuem para reduzir riscos individuais e coletivos em contextos de calor extremo, cada vez mais frequentes no estado.

A SES-RJ segue divulgando recomendações e reforçando que a prevenção permanece como principal aliada da saúde pública.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/idoso-bebendo-agua-para-evitar-insolacao-ao-ar-livre-vista-de-angulo-baixo_38473818.htm

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